Breve História das Casas do Povo.

A Casa do Povo de Campo Maior foi a 1ª filial da
Casa do Povo de Lisboa, nesta altura existiam duas Casas do Povo: a Casa do
Povo de Lisboa e a Porto.

Quem formou, a primeira Casa do Povo foram os
socialistas e Salazar o que fez foi copiar o modelo e a partir daí foi formando
mais Casas do Povo.

As Casas do Povo (CP) foram criadas por
Decreto-Lei nº 23051, em 23 de Setembro de 1933.

Podem elencar-se dois grandes períodos
historiográficos das Casas do Povo: o período até 1974 em que, como parte de um
projecto político de matriz corporativa, se constituíram como ligações privilegiadas
entre o Estado e as comunidades rurais e seus trabalhadores; e o período pós-25
de Abril, em que se adaptaram a um projecto político de matriz democrática,
caminhando lenta, mas progressivamente, para a independência jurídica e
financeira do poder central.

Os primeiros Estatutos da CPSE, que datam do ano
da sua constituição, continham já todas as vertentes de actuação que marcariam
a história das Casas do Povo até 1974: uma função educativa e cultural e uma
função assistencialista e previdencial; esta última estabelecida pelo
Decreto-Lei nº 30710 de 29 de Agosto de 1940.

Até 1974, as Casas do Povo desempenharam pois um
papel fundamental na assistência médica, na velhice ou na oferta cultural e
educacional às populações rurais. A criação, já em regime democrático, de
sistemas de saúde e de previdência universais (Serviço Nacional de Saúde e
Segurança Social), veio substituir parte das funções tradicionais das Casas do Povo.

O caminho traçado para as Casas do Povo desde
então, e a CPSE não foi excepção, foi o da lenta mas progressiva desvinculação
da tutela do Estado. Até se constituírem como associações de direito privado,
em 1990 e através do Decreto-lei 246/90 de 27 de Julho, as Casas do Povo
passaram ainda pela tutela do Estado através da Junta das Casas do Povo
(Decreto-Lei nº4/82 de 11 de Janeiro) e, na sequência da extinção desta em 1985
(Decreto-Lei nº185/85, de 29 de Maio), através dos Centros Regionais de
Segurança Social.

Dependendo da sua história particular, as funções
actualmente desempenhadas por cada uma das Casas do Povo continuam a ter uma
forte ligação às comunidades rurais em que surgiram, apesar de mudanças
demográficas terem transformado radicalmente o contexto sociocultural de muitas
delas. O espectro das actividades das Casas do Povo continua também a ser vasto
e pode ir desde a assistência social, em valências que o Estado não pôde chamar
a si (centros de dia ou residências para os mais velhos, infantários, etc.),
até às mais variadas actividades de índole cultural, quer sejam de âmbito
desportivo, educativo, artístico, etc…

As casas do Povo, que antes do 25 de Abril eram orgãos representativos, de providência
social e animação sócio-cultural das comunidades rurais, uma vez criados os
Centros Regionais de Saúde e Segurança Social e os Sindicatos Livres para
defesa dos interesses dos agricultores, ficaram com uma área bastante reduzida.

A Casa do Povo de Campo Maior data de 14 de Abril de 1934 (data do seu alvará).

Desde
sempre teve, esta Instituição um papel muito importante na vertente social…
junto dos mais desfavorecidos… nesta Casa havia o atendimento médico (com os
mais variados serviços médicos) e de enfermagem (vacinas e cuidados várias); a
aleitação que facilitava leite para os bebés (no caso da mãe não ter leite
materno); aqui se ensinava a bordar, a costurar… coisas fundamentais nesses
anos passados! Nesta Instituição existiam grupos de folclore, de teatro… entre
muitas outras actividades sempre viradas para os mais desfavorecidos;

A ligação da Instituição aos mais pequeninos vem desde sempre: primeiro com a
chamada “Obra das Mães”, era nesta vertente que se apoiava a parte da
lactância, o apoio médico e de enfermagem… surgiu integrada nesta “Obra das Mães”,
a creche que acarinhava e cuidava, enquanto ao pais trabalhavam, crianças dos 3
meses aos 5 anos; e muitos anos depois com a extinção da creche, surge o
A.T.L., que neste momento está em pleno funcionamento e conta já com 27 anos de
“vida”.

Com o passar dos anos, na vertente cultural, foram surgindo inúmeros grupos que se
dedicavam aos jogos tradicionais e não só aos tradicionais: a malha, o tiro ao
alvo, o BTT, as damas, o xadrez, o atletismo, o futsal, o basquetebol, o
ciclismo, grupo de gaitas, … muito mais tarde surge o judo, também o judo já
conta com 27 anos de existência, e a petanca. Verifica-se hoje em dia que cada
vez menos as pessoa se dedicam a actividades amadoras.

A nossa Instituição sempre apoiou e incentivou a prática de desportos a nossa
Sala de Reuniões da Direcção/Sala de troféus (com cerca de 900 troféus) “conta”
a história da dedicação e o carinho que tantos e tantos puseram ao serviço
voluntário desta Instituição levando o bom nome desta Casa a todo o país.

CASA DO
POVO DE CAMPO MAIOR

LISTA DOS
PRIMEIROS DIRETORES (1932)

• 1º-Manuel Henriques Sardinha

•  2º-José Cipriano das Chagas

• 3º-Geraldo dos Santos Barreiros

•  4º-Manuel Augusto Rondão

•  5º-Eduardo José Costal

•  6º-António Luís Bonita

• 7º-José Joaquim Grazina

•   8º-João Pereira Serra

•  9º-João Vaz Sutil Júnior

• 10º-Joaquim José da Gorda

•  11º-João Cordeiro Ginga

•  12º-Manuel António Veríssimo Borrega

A Casa do Povo de Campo Maior.